Foto: Celestino Garcia/JT/Reprodução
O processo de municipalização da ERS-706, no trecho que corta o perímetro urbano de Cerrito, na Região Sul do estado, avança para sua reta final. Conforme atualização recente no Sistema de Processo Administrativo Eletrônico (PROA) do Estado, o despacho técnico com todos os pareceres necessários já foi encaminhado à Casa Civil, etapa que antecede o envio do projeto à Assembleia Legislativa, onde será submetido à votação definitiva. As informações são do Jornal Tradição.
A medida vai permitir que o município assuma a gestão e a manutenção do trecho urbano da rodovia, ampliando a autonomia da Prefeitura para executar obras de pavimentação, melhorias em calçadas e iluminação, reforço a sinalização e demais intervenções de infraestrutura conforme as demandas locais. Sob responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), a ERS-706 integra um conjunto de trechos que, embora estaduais, funcionam na prática como vias urbanas, e cuja municipalização tem sido incentivada pelo órgão.Cerrito segue o caminho já trilhado por Pedro Osório, que teve aprovado em agosto, por unanimidade na Assembleia Legislativa, o projeto que transferiu ao município a gestão do seu trecho da mesma rodovia. Com 48 votos favoráveis, a cidade vizinha passou a ser responsável pelas avenidas Alberto Pasqualini e Bento Gonçalves, ambas integrantes da malha da ERS-706.
O processo em Cerrito começou oficialmente em março de 2024. Na ocasião, o então prefeito Douglas Silveira (Progressistas) anunciou a intenção de municipalizar o trecho compreendido entre os bairros Oásis e a ponte Adão Orlando Alves. Na época, Silveira também fez críticas à fiscalização estadual, que considerava excessivamente arrecadatória — fator que acabou reforçando o pedido de transferência da gestão para o município.
Considerada estratégica para o desenvolvimento urbano, a municipalização da ERS-706 deve trazer reflexos importantes para Cerrito, sobretudo por se tratar de uma rota fundamental de acesso à ponte intermunicipal e ao escoamento da produção agrícola local. Com o projeto já em análise na Casa Civil, a expectativa é de que a matéria seja incluída na pauta de votações da Assembleia Legislativa nas próximas semanas. A Prefeitura informou que segue acompanhando de perto cada etapa do processo.

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