Idoso segue
hospitalizado
Na edição anterior, o Folha da Cidade publicou uma matéria que teve grande repercussão. Nela, falávamos de um incidente onde um idoso havia ficado gravemente ferido, por ter tropeçado em uma tampa de bueiro fora de nível na calçada da Rua Osvaldo Aranha, cruzamento com a Rua General Neto, ao lado da quadra de esportes da Escola Alda Seabra. Esta semana nossa reportagem esteve novamente no local do ocorrido e pudemos verificar que foram feitos reparos, bem como em outro ponto na mesma calçada.
Conversamos com Elia Zilmann, esposa da vítima, que nos relatou, indignada, que seu esposo estava indo visitar uma irmã que mora na quadra onde veio a acidentar-se. Por conta disso, a rotina da família, que é de poucos recursos, alterou-se profundamente. Valdir ficou internado na Unidade intermediaria sete dias sem qualquer evolução, quanto à memória. "Ele não se lembra de nada, não sabe quem eu sou, não sabe o que aconteceu, está só variando...", relata Elia, dizendo ainda, acreditar que ele ficará com sequelas. Valdir Costa da Silva cortou a cabeça e quebrou o nariz, e permanece internado, agora em um quarto, sem previsão de alta, pois seu quadro não evoluiu muito desde o acidente.
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| Local do acidente, no dia e após reparo. |
É lamentável que fatos como este tenham que ocorrer para que algo seja feito. Será preciso que mais acidentes aconteçam, que mais vidas sejam prejudicadas para que simples reparos sejam realizados? Talvez sim, pois, vivemos em uma cultura que prefere remediar, ao invés de prevenir. Acontece que o problema encontra-se por toda a cidade. São locais sem passeio público, outros com desníveis que impedem a passagem de portadores de necessidades especiais, pela falta de continuidade, tampas em desnível, como a que vitimou este homem que agora se encontra em um leito de hospital e outros tantos.
Basta dar uma volta na cidade para ver dezenas de pontos que trazem perigo aos pedestres.
Que este seja um marco para que de agora em diante o poder público possa dar mais atenção ao problema, que é também uma demanda de extrema importância.




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