Salários de março do funcionalismo estadual gaúcho serão depositados nesta quinta-feira



Conforme o governo gaúcho, essa regularidade também contribui para economia de custos aos cofres públicos estaduais. O Palácio Piratini tem ressaltado como principais motivos para a regularização da folha nesse período o controle de despesas, modernização da receita e crescimento da arrecadação, bem como reformas e privatizações.


De acordo com anúncio feito pelo governador Eduardo Leite no final de janeiro, os contracheques serão quitados em dia ao longo de todos os meses deste ano. Nas últimas vezes em que falou do assunto, o chefe do Executivo (que nesta quinta-feira deixa oficialmente o cargo, ao qual renunciou) aproveitou para “alfinetar” seus antecessores:


“Estamos cumprindo os compromissos anunciados já no primeiro mês de nossa gestão [janeiro de 2019] para garantir o máximo de previsibilidade aos servidores e regularizar o pagamento da folha. Isso não vinha sendo possível nos últimos anos, devido a décadas de desequilíbrio quase ininterrupto das contas públicas do Estado, fato que levou a atrasos e parcelamentos dos contracheques”.


Reajuste de 6%


Em reunião nesta quarta-feira com o Conselho do Estado (formado por líderes do Executivo, Legislativo e Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas), o governador do Rio Grande do Sul detalhou projeto de reajuste geral para os servidores estaduais dos Três Poderes. O índice sugerido de 6% a partir de abril.


Se aprovada pela Assembleia Legislativa, a proposta terá impacto anual calculado em R$ 1,5 bilhão bruto nas despesas públicas, exceto no que se refere a 2022, quando o valor é projetado em R$ 1,3 bilhão, já que o reajuste para janeiro, fevereiro e março seria retroativo com índice de 1%.


Vale lembrar que Eduardo Leite anunciou no início desta semana a sua renúncia ao comando do Executivo gaúcho, a fim de tratar de questões relacionadas à campanha presidencial deste ano – ele ainda não tem definida eventual candidatura ao Palácio do Planalto.


O afastamento será formalizado na tarde desta quinta-feira, último dia de março, com a posse do vice-governador (e secretário estadual da Segurança Pública), Ranolfo Vieira Vieira Júnior. O novo titular tem permanência garantida no cargo até 31 de dezembro, mesmo que decida concorrer nas urnas a um novo mandato.


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