Ministro da Saúde assina portaria que encerra a emergência sanitária por Covid



O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, assinou nesta sexta-feira (22) portaria que estabelece o fim da Emergência em Saúde Pública de importância Nacional (Espin) por conta da Covid.


“Nós não acabamos com a Covid e nem com o vírus. Iremos aprender a conviver com ele. Temos capacidade de combater hoje”, disse Queiroga.


A portaria assinada pelo Ministro entrará em vigor 30 dias após a publicação no “Diário Oficial” da União.


O estado de Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional por conta da Covid entrou em vigor em fevereiro de 2020, poucos dias depois de a OMS declarar emergência internacional de saúde pública.


A norma permitiu que o governo federal e os governos estaduais e municipais tomassem uma série de medidas, como o uso obrigatório de máscaras e a autorização emergencial para vacinas.


Com o fim da emergência em saúde pública, o Ministério da Saúde estima que mais de 2.000 normas caiam em todo o País, como a possibilidade de comprar medicamentos e insumos médicos sem licitação.


O que levou ao fim do estado de emergência sanitária?


Em seu pronunciamento no último domingo, o ministro falou que com a alta taxa de vacinação no país – com cerca de 73% da população vacinada – além de uma melhora no cenário epidemiológico, foi possível decretar o fim da Espin.


Em março, o ministro havia dito que era preciso ao menos três fatores para a sua revogação:

  • Cenário epidemiológico favorável, com queda nos casos e mortes

  • Estrutura do sistema hospitalar, principalmente das UTIs desafogadas

  • Acesso a medicamentos eficazes contra a Covid-19 na fase inicial

Queiroga reiterou, no entanto, que o fim do estado de emergência não significa o fim da pandemia – e nem citou a possibilidade de considerar a Covid-19 uma endemia no Brasil.

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