Governo do Estado adia oferta de ações da Corsan que ocorreria em fevereiro



A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) adiou a oferta de ações que ocorreria em fevereiro e não marcou uma nova data, conforme comunicado enviado nesta terça-feira, no fim da tarde, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A decisão é do acionista controlador, ou seja, do governo do Estado. Não foram informados motivos para o adiamento. As informações são do Jornal do Comércio.

O objetivo da desestatização é preparar a empresa para cumprir as novas exigências do Marco Legal do Saneamento, ampliando a capacidade financeira da empresa para dar conta de investimentos de R$ 10 bilhões. O governo do Estado hoje é detentor de 99% das ações da Corsan e não chegou a definir um percentual para vender, mas cogitou-se ficar com cerca de 30% dos papéis apenas.


Em entrevista no fim do ano passado ao JC, o presidente da Corsan, Roberto Barbuti, informou que a decisão do governador Eduardo Leite quanto à abertura do processo de privatização da Corsan ocorreu logo após a sanção do novo marco do saneamento no País. Barbuti destacou que "a Corsan tem que sair na frente, não pode ficar a reboque", defendeu, referindo-se a cumprir as metas do marco.


O plano de investimento da companhia, que atende a 317 municípios gaúchos, até 2033 prevê um desembolso de R$ 12,5 bilhões. O processo de privatização também afetou planos futuros que a empresa tinha na área de parcerias público-privadas (PPPs).


No ano passado, a Corsan emitiu títulos de renda fixa (debêntures), que passaram a ser transacionados na bolsa de valores (B3). No total, foram captados R$ 600 milhões, sendo R$ 450 milhões em debêntures de infraestrutura (incentivadas) em duas séries, de sete e dez anos de prazo, e outros R$ 150 milhões em debêntures institucionais, de cinco anos.

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