Em Bagé, Polícia Civil prende empresário suspeito da prática de estelionato



Na manhã desta sexta-feira (29), a Polícia Civil, por intermédio da 1ª Delegacia de Polícia de Bagé, prendeu preventivamente o proprietário de empresa financeira situada na área central da cidade, suspeito da prática de estelionato, vários deles contra idosos.


Conforme apurado durante as investigações, o suspeito aproveitava-se especialmente de pessoas idosas e com baixo conhecimento tecnológico e, no momento de efetivar a contratação de empréstimos (que atualmente são feitos via telefone celular, servindo a “selfie” da pessoa como assinatura), costumava a utilizar seu próprio aparelho de telefone celular para tanto. A partir disso, em alguns casos, instalava o aplicativo do banco da vítima em seu telefone, e então passava a controlar a conta das vítimas, realizando transferências e contratações.


Em um dos casos, a vítima (pessoa idosa), ao procurar fazer empréstimo com o suspeito, acabou sendo convencida a adquirir um telefone celular para ele, parcelando em 15x.

Ao tomar conhecimento das ocorrências policiais, o suspeito eventualmente buscava fazer acordos com as vítimas conhecidas, mas geralmente não honrava o acordado, e em um dos casos inclusive a enganou novamente.


Considerando que já tramitavam seis inquéritos contra o indivíduo na 1ª DP local (já tendo ele respondido a outros três inquéritos anteriormente), a autoridade policial Delegado Guilherme Fagundes Nunes representou pela prisão preventiva do suspeito, bem como pela busca e apreensão em sua financeira e residência, restando deferidos tais pedidos.

Nesta manhã, durante as buscas, o suspeito foi preso, além de apreendidos documentos, computadores e seu telefone celular.


O Delegado Guilherme alertou para que familiares de pessoas idosas atentem quando tais pessoas buscam fazer empréstimos, pois a idade avançada e a ausência de conhecimento tecnológico eventualmente são utilizadas por criminosos para obterem vantagem ilícita..

As investigações irão finalizar-se no prazo legal, com a remessa dos inquéritos policiais ao Poder Judiciário.

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