Eduardo Leite sinaliza pré-candidatura a presidência



O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, disse em entrevista veiculada nesta segunda-feira (14) em uma rádio que “vai usar a pista toda” nas eleições deste ano, sinalizando que pode vir a ser pré-candidato ao Palácio do Planalto.


Ele disputou as prévias do PSDB para a corrida presidencial contra o governador de São Paulo, João Doria, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio. “Não quero viver com o sentimento de que poderia ter feito algo e não fiz, então eu vou usar a pista toda que eu tenho pela frente até eu sentir que a tomada de decisão se imponha. Eu não sou candidato a salvador da pátria. O erro do Brasil é apostar em salvadores da pátria e mitos, ou outras figuras messiânicas. Acho que não é por aí”, afirmou Leite.


Durante a entrevista, ele também falou sobre a disputa polarizada hoje entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto, e o presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, mas sem citá-los nominalmente. “Não me conformo em ver nosso País em um clima destrutivo como está a política nacional, sem construir um futuro diferente. Há uma discussão entre um passado que teve uma série de problemas e um presente que não está sendo bom. Falta nesse processo político alguém que fale de futuro, que olhe para frente”, disse.


Apesar da sinalização, Leite não bateu o martelo que vai entrar de vez na disputa pela Presidência. “Uma candidatura à presidência não pode ser uma decisão pessoal, ela precisa ser construída. Qualquer candidatura precisa ser construída por um grupo em torno de um projeto, de uma agenda. E é isso que estou conversando com diversas pessoas que me ajudaram nas prévias. Muita gente se mobilizou com aquela agenda durante as prévias do PSDB”, acrescentou.


Após perder as prévias tucanas para Doria, Leite passou a ser cortejado pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, depois que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), descartar sua participação na corrida ao Palácio do Planalto. Até então, o parlamentar era o nome favorito de Kassab para a disputa do cargo.

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