Administrador do Presídio fala sobre primeiro ano frente a casa prisional e projetos desenvolvidos



Na terça-feira (25), completou um ano que o Presídio Estadual de Dom Pedrito está sob a administração do policial penal bageense Dilson Garcia Pereira, tendo como chefe o também bageense Paulo César Antunes.


Apesar da rotina intensa do PEDP, o administrador recebeu a reportagem do Folha para falar sobre sua atuação na casa prisional. Policial penal há 15 anos, Dilson conta que já atuou em diversos presídios do Estado, inclusive em outros estados, através de uma força-tarefa.


Questionado sobre qual foi sua primeira impressão ao chegar no Presídio Estadual de Dom Pedrito, Dilson respondeu que foi um desafio aceito por ele e Paulo. No entanto, a capacidade dos policiais penais de Dom Pedrito chamou sua atenção. "Inicialmente, procuramos conhecer os colegas, logo, desenvolvemos a nossa metodologia de trabalho. Mudamos alguns aspectos na rotina do PEDP para melhorar a segurança tanto dos agentes quanto dos apenados", frisou.


Recentemente, o Presídio Estadual de Dom Pedrito enfrentou duas ondas de Covid-19, uma que atingiu policiais penais e a segunda resultou em surto entre os detentos. na ocasião, a administração do PEDP traçou planos de ação em parceria com a Secretaria de Saúde do município para reduzir os danos aos apenados que testaram positivo, bem como procederam a testagem dos demais apenados. Ainda sobre a pandemia, Dilson disse que, quando assumiu a administração do PEDP, já havia uma portaria do Estado determinando a suspensão das visitas nas casas prisionais. Além disso, as audiências são realizadas a distância. "De certa forma, a pandemia acabou facilitando algumas questões administrativas, isso porque, diariamente precisávamos emprenhar efetivo e viaturas para as conduções de presos. Ou seja, atualmente as audiências são realizadas dentro dos estabelecimentos prisionais, o que implica em mais segurança para os agentes e para os detentos", observou.


Sobre as visitas, Dilson informou que as visitas precisam ser agendadas, No mês de dezembro, o diretor destaca que foram realizadas as visitas (íntima, social e com menores). Entretanto, a casa prisional tem a responsabilidade de observar o cenário da pandemia para definir sobre as visitas. "No mês de janeiro, em razão dos altos índices da Covid-19, vai haver visitas durante o último final de semana do mês, nos dias 29 e 30 de janeiro.


O administrados pontuou algumas ações realizadas durante sua gestão, além de metas que são traçadas para o futuro. Ele destacou o trabalho que vinha sendo feito por gestões anteriores. "Procuramos realizar as ações dentro das possibilidades financeiras. Temos uma parceria consolidada com o comércio local, que entende das nossas dificuldades e nos auxilia sempre que possível", salientou.


Seguidamente, indivíduos tentam arremessar celulares e drogas para o interior do Presídio, porém, esses arremessos acabam sendo interceptados pelos agentes. Questionado sobre como a Susepe age no combate aos arremessos de material ilícito para o interior do PEDP, Dilson respondeu que o volume de tentativas de arremesso teve redução considerável. Entretanto, os casos que ocorrem são interceptados.


O administrador destacou que foi executada uma ação em parceria com o Poder Judiciário em que foi reforçado o esquema de segurança do Presídio. A casa prisional conta com 38 câmeras de monitoramento, cobrindo todo o entorno das dependências. "Todas as tentativas de arremesso são identificadas através do sistema de monitoramento e os agentes agem em pronta resposta impedindo que o material chegue às galerias", enfatizou Dilson.


Dilson falou também sobre o semiaberto, que atualmente conta com 20 apenados. O 'Albergue', como é conhecido o anexo, fica separado das galerias e não possui esquema de segurança igual ao aplicado no interior do PEDP. O administrador destacou que os apenados que cumprem pena no semiaberto já progrediram de regime, alguns trabalham durante o dia e pernoitam no local. Recentemente, o Folha publicou matéria falando sobre uma parceria entre Susepe e Prefeitura que viabilizará que os apenados possam trabalhar para o município, sob a administração da Susepe. Sobre o assunto, Dilson disse que o projeto ainda está em tramitação.


Por fim o administrador falou sobre os projetos que são realizados no PEDP. Os apenados, com apoio da Secretaria da Agricultura e dos próprios policiais penais, mantêm uma horta nas dependências da casa prisional. A horta. que foi considerada uma das maiores entre as casas prisionais do Estado, fornece legumes e verduras para consumo interno e doações para entidades do município.


Outro projeto promissor desenvolvido no PEDP é organizado em parceria com a Igreja Universal do Reino de Deus. O projeto denominado 'Mão na Massa' consiste na utilização da mão de obra prisional para a confecção de pedras unitein, que serão utilizadas para pavimentação dos acessos ao Presídio e também haverá a comercialização do material. Dilson relata que já está recebendo matéria-prima e um galpão será construído para a realização do trabalho.


Além disso, o PEDP conta com uma Unidade Básica de Saúde (UBS) própria em que são oferecidos atendimentos de saúde aos apenados, inclusive com tratamentos dentários e ginecológicos para as mulheres que cumprem pena. Também é realizado o projeto 'Autor Pensante' em que os apenados debatem com autores de livros sobre a obra. Outro projeto, o 'Remissão pela Leitura', consiste na leitura de um livro pelo apenado. Após isso, o detento elabora uma redação sobre seu ponto de vista sobre o tema.

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