Vida - a ciência do espírito
A vida ou o viver é uma daquelas questões que encontram nos diferentes ramos do conhecimento humano, a sua definição particular. Partindo das que têm nas religiões tradicionais o seu entendimento, repleto de seus dogmas e paradigmas; mais adiante, a ciência moderna, com suas investigações passando pelos ramos da biologia, astronomia, geologia, química e tantas outras; mais além, os que não acreditando nem em uma, nem em outra coisa, lançam o fenômeno da vida no rol dos acontecimentos que o acaso gerou, como se o planeta Terra e tudo o que nele se desenvolveu fosse fruto de probabilidades matemáticas.
Mas, onde a verdade? Onde encontrar uma resposta definitiva para explicar essa maquinaria tão perfeita que se constitui o ser humano, para não entrar no campo das infinitas formas de vida existentes neste pequenino globo? Digamos primeiro, que cada área do conhecimento humano traz uma parcela da resposta, porém, mesmo adentrando no caráter espiritual da criatura, na atual fase evolutiva em que se encontra o humano encarnado da Terra, este não é capaz de entender a grandeza de tudo o que envolve o ato da criação. Não é por outro motivo que existe, ao mesmo tempo, tanta descrença e tantas explicações, a depender da vertente em que se bebe. É bem verdade que a ciência moderna avançou bastante, mergulhou seus olhares nas profundezas da terra, dos mares e do espaço, e daí retirou farto material de estudo, donde pode fazer importantes descobertas; no entanto, muito lhe falta para alcançar a plenitude do conhecimento que lhe é possível alcançar neste mundo, como desenvolver a cura para determinadas doenças, do corpo e da alma; implantar melhores formas de gerar energia sem degradar o meio ambiente e por fim aos conflitos entre os povos, só para exemplificar.
Mas neste mesmo campo onde atua a ciência, existe o aspecto espiritual de tudo o que vive - minerais, vegetais, animais, todos possuem um princípio inteligente que os anima, um espírito em vias de formação, que passando pelas diversas fieiras da criação, desenvolve por si mesmo a sua capacidade de aprender. Nós, humanos, somos aqueles que ontem estagiamos por entre os reinos menores da criação e hoje, transcorridos milênios incontáveis, chegamos a esta posição de poder receber através do espiritismo, a terceira revelação, a oportunidade de levantar uma ponta do véu que encobre a nossa ignorância a respeito da vida. Viver, portanto, não é apenas sentir que o peito se enche de ar a cada instante; não é somente o pulsar de um coração por anos a fio; não é só nascer, percorrer alguns anos que terão, via de regra, alguns momentos de felicidade e outros tantos de sofrimento, não; estar vivo transcende este instante, é saber que depois de saído das mãos de Deus, um caminho infinito de desdobra pela frente, caminho que o criador deseja que seja, acima de tudo, revestido de amor, perdão e caridade, preceitos que nosso irmão mais velho nos legou há dois mil anos. Viver é ter consciência de que tudo, indistintamente, ao nosso redor, merece o respeito e consideração, valores que somados à Boa Nova trazida pelo Cristo, fazem do homem um ser melhor a cada dia; viver é ter a capacidade de se colocar no lugar do outro, sentir o que ele sente e a partir daí estender a sua mão, viver é ter a disposição de agir conforme gostaria que agissem para consigo mesmo; viver é não temer a morte, simples fenômeno biológico que atinge o corpo e liberta a alma que, livre, vai ao encontro do universo que teceu para si mesmo, donde que ele poderá ser de luz ou de sombra, a depender das escolhas que se fez, lembrando que uma e outra não são sentenças definitivas, facultando Deus, sempre uma oportunidade a mais aos que se desviaram do caminho do bem. Viver é um pouco de tudo isso, e muito mais
Pensemos Nisso!

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