Coluna Espírita


 Porque acreditar em Deus?

 Iniciamos esse texto com uma indagação, mas a melhor pergunta talvez fosse: “Porque não acreditar em Deus?”, afinal de contas, é inegavelmente maior o número de pessoas que creem Nele, do que das que o negam. E por que isso acontece? Precisamente porque a crença em um ser superior é algo inato ao ser humano, tanto é que existem vestígios de cultos a divindades nas mais antigas civilizações, isso é um fato. Se fosse algo que simplesmente se passa de geração em geração, como os primeiros seres dotados de razão iniciaram seus cultos aos deuses, se antes deles não havia quem os ensinasse. Por isso que é muito mais fácil crer, do que não crer, aliás, o homem que se diz ateu, está sempre procurando argumentos para justificar a sua posição, quase sempre se colocando acima dos demais, com ares de autosuficiência, quando em verdade, luta contra sua própria essência.

 Quem não acredita na existência de um ser superior, geralmente o faz por algumas razões bem simples, como por exemplo, a simples falta de informação; também aparece como causa, decepções frente a acontecimentos negativos envolvendo a religião, o que não é correto, visto que religião é uma coisa, crer em Deus e ter religiosidade, é outra bem diferente, e uma não deve influenciar na outra; o excesso de conhecimento aliado à falta de humildade, algumas vezes pode contribuir para que o ser humano passe a acreditar somente naquilo que pode ser comprovado através de métodos científicos, tudo o que escapa aos instrumentos tecnológicos passa a ser negado e é obvio, Deus, como não pode ser visto, entra no rol das negações. A propósito, sobre este último motivo, evocamos uma expressão famosa de um dos mais importantes cientistas da história – Louis Pasteur: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima”.

 Bom, a alegação de que não se pode ver Deus, é argumento vazio, visto que muitas das coisas que fazem parte da vida moderna, não são visíveis, porém, seus efeitos fazem parte de nosso dia a dia e nem por isso as questionamos. A eletricidade e toda a gama de usos que ela confere, não a vemos, porém, ela tem infindáveis aplicações, e ninguém diz que ela não existe pelo simples motivo de não ser vista; o ar que respiramos, composto de muitos gazes, não o vemos, no entanto, sabemos que sem ele não podemos viver; as aeronaves que cruzam os céus do planeta inteiro, não podemos ver a força que as sustenta, mas todos aceitam que elas possam voar. Com Deus é a mesma coisa. Não podemos vê-lo mas pelos efeitos chegamos à causa. A maior de todas as provas está em nós mesmos, enquanto seres vivos, levando em conta somente o aspecto material, para fins de simplificar. Quem quer que se detenha o mínimo que for a analisar a imensa lista de combinações que foram necessárias para que surgisse a vida em nosso planeta, ficará abismado em verificar que não foram poucas as condições que tiveram que se estabelecer para que a vida, muito simples em seu começo, pudesse germinar em um mundo recém saído do caos dos elementos, ser extinta inúmeras vezes e ressurgir em outras condições.

 Até os mais estudiosos serão forçados a reconhecer que se não existisse uma força maior comandando toda essa metamorfose, dificilmente haveríamos de estar lendo esse texto, por exemplo. Se fosse tão simples, os outros planetas do nosso sistema solar poderiam ter algum tipo de vida e no entanto, somente a Terra o tem, lembrando que estamos falando somente em vida orgânica, sem considerar o aspecto espiritual. A natureza está repleta de exemplos que confirmam a existência de Deus, bastando que o ser tenha humildade de reconhecer que sem uma força superior que a tudo comanda, tudo seria o fruto de probabilidades, que, caso não tivessem sido favoráveis, nós simplesmente não existiríamos, crença que vai contra a natureza humana que traz no seu íntimo a essência divina.

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