Na tarde de hoje, os professores do Instituto Estadual de Educação Bernardino Ângelo realizaram uma manifestação em frente à escola, denominado "Movimento de descontentamento das atitudes de desrespeito do governo do Estado ao funcionalismo".
Professores de diversas escolas se somaram ao grupo que, entre pronunciamentos e apresentações da banda da escola, expressavam a sua indignação com as últimas ações do governo estadual. Nossa reportagem conversou com a diretora da escola, a professora Fabiana Cassol. Ela disse que esse foi um movimento organizado pela escola com a participação de outras instituições estaduais. Segundo Fabiana, em Dom Pedrito existem algumas escolas que estão trabalhando parcialmente. O Instituto Barnardino Ângelo vem atuando dessa maneira. Depois da manifestação, os professores se reunirão para decidir os rumos da greve no educandário. De acordo com a professora, a greve vem ganhando força no Estado, depois das últimas medidas adotadas pelo Estado. Agora, em vez de parcelar os salários dos servidores estaduais, o governo decidiu por iniciar os pagamentos por aqueles que ganham menos e assim, até chegar aos que tem os salários mais altos. Na interpretação da categoria, essa medida visa enfraquecer os movimentos grevistas, o que em sua visão, só aumenta o descontentamento. A luta da classe dos professores é de anos, mas no governo Sartori tem ocorrido verdadeiros atentados, não só a constituição federal, mas à moral de uma das profissões mais importantes que existem.
A professora Fabiana reconhece que, apesar de todas as manifestações que vem acontecendo desde o início do atual governo, uma situação diferente a curto prazo não se dará, visto que a política praticada por José Ivo Sartori, não prioriza os servidores estaduais. O prejuízo se estende pára além da escola: comunidade e alunos se ressentem da falta de aulas; o ano letivo não tem previsão para término; a autoestima dos professores para dar aula diminui e se reflete no aprendizado dos alunos, etc. A diretora ressaltou que toda a comunidade está se solidarizando com a causa, até porque, muitos são servidores estaduais e sentem também, os efeitos da irregularidade no pagamento de seus proventos.

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